Ureter

O câncer de ureter é relativamente raro e compreeende menos de 1% das neoplasias de trato urogenital. Esta neoplasia é 3 vezes menos frequente que os tumores da pélvis renal e cerca de 50 vezes menos comum que as neoplasias de bexiga.

Cerca de 95% dos tumores malignos do ureter são representados por carcinomas de células de transição e cerca de 5% são carcinomas epidermóides que, em geral, originam-se em cotos ureterais remanescentes de nefrectomia. Adenocarcinomas primários são encontrados em ureter e quando isto ocorre, em geral representa metástase de outra neoplasia primária, principalmente mama, pulmão, estômago e próstata.

A incidência etária e sexual das neoplasias de ureter é semelhante aos carcinomas da pélvis renal, com prevalência na sexta década de vida e no sexo masculino.

Os tumores de ureter ocorrem principalmente no terço inferior do órgão, onde são diagnosticados cerca de 60% dos mesmos. A associação destes tumores com neoplasias vesicais é bastante significativa e entre 40% a 50% dos pacientes têm história passada ou desenvolverão no futuro câncer de bexiga. Por outro lado quase 10% dos pacientes com tumor uretral apresentam-se, de início, com lesões vesicais concomitante.

A origem dos carcinomas transicionais do ureter não é conhecida, sendo provável que nestes casos interfiram os mesmos mecanismos relacionados com o desenvolvimento das neoplasias vesicais. A menor frequência de tumores do ureter em relação aos de bexiga deve-se a agentes carcinogenéticos e o epitélio local. A ativação progressiva desses agentes por enzimas presentes na urina e o contato prolongado dos mesmos com o epitélio vesical explicaria a maior incidência de câncer de bexiga.