Urotélio - Pelve (bacinete)

Os tumores da pélvis renal constituem doença  relativamente rara, correspondendo a 4,5% a 9% das neoplasias renais a representarem menos de 1% dos tumores que envolvem o trato urogenital. Bennington, estudando a frequência dos carcinomas de células de transição que acometem o trato urinário, encontrou 238 casos de bexiga, 14 de pélvis renal e 5 de ureter, o que se traduz por uma proporção aproximada de 50:3:1, respectivamente. Por outro lado, países onde a incidência de tumores da pélvis renal e ureter são muito elevados, como na Iugoslávia, esta proproção é, respectivamente 2,3 : 2 :1.

O carcinoma da pélvis renal incide principalmente em adultos idosos e, embora existam casos diagnosticados já na terceira década de vida, a idade média destes pacientes situa-se em torno de 65 anos. Da mesma forma que em tumores de bexiga, estes casos predominam no sexo masculino, na proporção de 3:1 em relação ao sexo feminino.

Uma das idéias vigentes é a de que os carcinomas de células de transição da pélvis tem origem multifocal ("urothelical field discase") e isto explica o fato de que 35% a 55% destes pacientes apresentam ou desenvolvem posteriormente outros tumores de células transicionais em ureter ou bexiga. Além disso, já por ocasião do diagnóstico inicial, entre 46% e 62% dos pacientes apresentam tumores vesicais ou ureterais do mesmo lado e entre 1% a 4% destes pacientes apresentam tumores bilaterais de pélvis renal.