Adrenal

Os carcinomas da adrenal constituem tumores raros, com uma incidência estimada de 2 casos novos anuais para cada 1.000.000 de pessoas. Adrenais representam apenas 0,023% dos casos de câncer, predominando no sexo feminino na proporção de 2:1 e ocorrem em todas as faixas etárias, sendo mais comuns acima da quinta década de vida. Cerca de 18% dos casos manifestam-se na infância, antes dos 12 anos de idade. Neste grupo a doença incide principalmente nas meninas. O diagnóstico diferencial entre tumores malignos e benignos da adrenal é por vezes difícil. Recentemente, passou-se a explorar o valor da análise de DNA nuclear medida por citometria de fluxo para a diferenciação de lesões benignas e malignas.

Apenas 22% dos pacientes apresentam-se inicialmente com lesão restrita às adrenais e em 46% a 72% dos casos já existem metásteses locais ou à distância por ocasião do diagnóstico. Invasão da veia cava é encontrada em cerca de 7% dos pacientes, principalmente quando o tumor localiza-se na adrenal direita. Quanto ao tratamento, os carcinomas da adrenal são resistentes à radioterapia e quimioterapia, de modo que a remoção cirúrgica do tumor constitui a única forma de se promover a cura de tais pacientes.