1- Fascia Superficial do Pênis |
O prepúcio masculino inicia sua formação na terceira semana de vida intrauterina, quando uma dobra de pele desenvolve-se a partir da base da glande. Cresce então no sentido distal e cobre somente o dorso até a formação da uretra glandar, quando então os dois folhetos irão se fundir, formando o "freio" bálano-prepucial, em torno da 16 semanas de gestação. Ao nascimento, e ao longo dos primeiros anos de vida, a grande maioria dos meninos apresenta o prepúcio exuberante e aderido à glande (prepúcio não retrátil), tendo, portanto uma superfície comum, cuja individualização será progressiva durante o crescimento, podendo estender-se até a adolescência. Neste período, glande e prepúcio somente poderão ser separados ao se exercer uma tração exagerada para baixo, no sentido da raiz do membro. Qualquer tentativa intempestiva de separá-los, além da dor, poderá levar à formação de "anel" fibrótico, inelástico conhecido por fimose (foto1). |
A higiene dos genitais masculinos nos primeiros anos de vida deve-se restringir apenas à parte que pode ser exposta exercendo-se ligeira tração, sem desconforto para a criança. Deve-se assim, evitar as tais "massagens" ou " exercícios" preconizados amplamente pelos pediatras. Também não se deve retirar o prepúcio em tenra idade apenas com o objetivo de "higiene" naquele local naturalmente selado pela natureza. No caso do menino ter infecções repetidas (balanopostites) com grande acúmulo de esmegma (secreção esbranquiçada e malcheirosa própria desta região quando não higienizada), muitas vezes um descolamento da pele sob anestesia local tópica é suficiente.
![]() |
Fimose do recém-nascido,
congênita ou fisiológica, pois todo menino nasce com um certo grau de
fimose, cujos tecidos devem separar-se durante seu crescimento. O uso de
manobras delicadas de exposição da glande, aliado a medicações tópicas e
higiene adequada, podem descolar a pele mais rapidamente. Não raramente
desfazemos o anel com anestésico tópico e uma pinça delicada. Observar que o
uso de " exercícios " incorretos ou de forma intempestiva, podem formar um
anel fibrótico, irreversível, só tratável pela cirurgia. |
![]() |
Fimose com anel fibrótico ou fimose inflamatória crônica, advinda de
balanopostites de repetição ou trauma repetido, pelos " exercícios "
deretração do prepúcio. Aqui o tratamento é exclusivamente cirúrgico. |
A finalidade do prepúcio parece ser unicamente de manter a glande,
órgão erógeno masculino, protegida de pequenos traumas e com sua sensibilidade
preservada. Deve-se, sempre que possível, nas cirurgias sobre o prepúcio (circuncisão
ou postectomia ) preservar a maior área possível para proteger o máximo da glande.
Casos específicos como infecções urinárias na infância, acúmulo de esmegma, infecções locais repetidas, etc., deve ser avaliada pelo urologista infantil (ver Uropediatria).
A fimose não é entidade apenas dos meninos. Não raro nos deparamos no consultório com homens de idades variadas que apresentam tal alteração. Pode ser de origem inflamatória por trauma ou má higiene e ainda, congênito. Na maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, requerendo a retirada do anel fimótico ou ainda, nos casos de higiene precária, de todo o prepúcio, deixando a glande sempre exposta (circuncisão). Podemos citar o Diabetes como uma causa muito comum de fimose no adulto.
Toda fimose deve ser
acompanhada pelo urologista e devem ter o tratamento adequado instituído,
conservador (clínico) ou cirúrgico, até em torno dos 4 anos de idade, quando
então o menino começa a manipular os genitais, principalmente o pênis,
dificultando qualquer conduta.