Assunto: Vasectomia

 
É verdade que a vasectomia é reversível ? É feita dos dois lados ?

 
Segmento dos deferentes retirados numa vesectomia bilateral

Sim. Em termos ela é reversível, pois haverá maior dificuldade de gravidez natural, pela baixa contagem pós-reversão. Assim digo em termos, porque a reversão cirúrgica pode ser total, mas alguma seqüela (conseqüência) da vasectomia em termos de número baixo de espermatozóides no ejaculado, vai existir. A vasectomia não é um método anticoncepcional temporário, mas, definitivo. Sempre que é realizada com a finalidade de esterilização, devem ser ligados e secionados ambos os deferentes (canal que leva o espermatozóide dos testículos às vesículas seminais). Ante o exposto, discuta bem estes aspectos com sua esposa ou companheira, antes de optar pelo método (ver - Vasectomia).

Complicações

As complicações cirúrgicas seriam os hematomas, infecções (orquites e epididimites ou ambas), edema, dor/sensibilidade local, extrusão dos fios (dificuldade em absorver ou reação alérgica aos fios), hidrocele (coleção líquida na bolsa escrotal), etc. todas elas, advindas da manipulação cirúrgica dos cordões espermáticos e dos deferentes.

Uma "gravidez" não pode ser considerada uma "complicação" de uma vasectomia e sim um fato possível, mas muito, muito improvável. Um percentual em torno de 1% das vasectomias tem REVERSÃO ESPONTÂNEA e IMPREVISÍVEL do ponto de
vista médico, que ocorrem após a azoospermia (ausência de espermatozóides) laboratorial. No caso (igualmente raro) de duplicidade dos deferentes, o espermograma pode até negativar (azoospermia) até o canal acessório se transformar em principal, pela ligadura dos principais. Uma vez patente (permeáveis), os ductos acessórios vão positivar o espermograma, devolvendo a fertilidade ao homem. Este item reforça que apenas a abstinência sexual é a única forma 100% garantida de contracepção, excluindo-se aqui a gravidez assistida, onde não há coito. Por questões ainda não esclarecidas completamente como, por exemplo um organismo que pode ter o metabolismo acelerado dos fios utilizados nas ligaduras dos cotos dos deferentes, absorvendo-os antes do previsto e recanalizando as extremidades, dando saída aos espermatozóides. Esta "digestão dos fios" acontece por meses a fio e se chama "granuloma de corpo estranho" que se forma normalmente nos deferentes operados, e nada mais é do que uma tentativa do corpo de neutralizar aquela agressão digerindo os fios. Isto, aliado ao grande poder de regeneração dos deferentes, pode numa absorção precoce, recanalizar os ductos, devolvendo ao homem sua fertilidade. Quem pensa em submeter-se à vasectomia, deve ter isto em mente.

Ao médico, que obteve o êxito na cirurgia proposta evidenciado pela azoospermia laboratorial, não pode ser imputado a culpa pela reversão espontânea, pois ocorre nesta pequena porcentagem sem que seja previsível.

 

Fiz vasectomia e depois de 7 anos fiz a reversão, só que produzo menos de 1.000 espermatozóides por ejaculação. Há possibilidade de aumentar esse número através de medicamento, pois desejo ser pai?
 
Não existe medicação específica para este tipo de oligospermia (pouco esperma), uma vez que a contagem baixa é por reação autoimune aos espermatozóides, consequência da vasectomia.

O ideal é uma das formas de gravidez assistida. Pergunte ao ginecologista de sua esposa.

 

A vasectomia e a laqueadura são definitivas e seguras?

Para qualquer método anticoncepcional, existe uma possibilidade de falha, menos a abstinência. Da pílula ao DIU, em torno de 98% de segurança e da laqueadura das trompas femininas e a vasectomia masculina, em torno de 99,8% de segurança. A chance de reversão é a mesma para a laqueadura e para a vasectomia. Chama-se reversão espontânea e pode ocorrer em torno de 0,1% dos procedimentos de esterilização femininos e masculinos. Entre os casais, apenas a abstinência sexual é 100% contra gravidez.