Assunto: Doença de Peyronie

Ao inves de se usar a técnica de Nesbit, é possivel de se efetuar a extração da área calcificada, corrigindo a ferida com um enxerto de pele e encurtando o pênis em 1 ou 2 cm?

Infelizmente a medicina não é uma ciência nada cartesiana.  Lembre que a cirurgia no Peyronie está reservada apenas para casos de dor à penetração, quando se retifica o pênis. 

Qualquer outra agressão à área cicatricial, fibrosada e calcificada, como por exemplo a retirada da placa cirurgicamente, vai apenas gerar nova cicatriz e todo o processo de fibrose novamente, na maioria das vezes piorando a situação.  A técnica de Nesbit justamente intervém no corpo cavernoso sadio, o que não piora a placa (pois não se mexe com ela) e reações ao fio inerte utilizado, são muito raras.  A pele não poderia ser utilizada internamente.  

As técnicas mais recentes, ainda em apreciação pela comunidade urológica,  apenas incisam a placa e interpõe um aloenxerto (estranho ao corpo) como o pericárdio bovino ou mesmo um autoenxerto de albugínea da crura (parte mais inferior do corpo cavernoso), devolvendo a elasticidade a esta porção fibrosada. Há muita possibilidade de ser adotada mundialmente, na substituição ao Nesbit, em casos mais severos. Já a utilizei com sucesso em alguns clientes, mas é muito mais difícil, requer mais de uma incisão, maior tempo internado e muitas mais complicações, portanto, reservada a casos mais complicados. Lembro que nem todo urologista está habilitado a realizá-la.  Já o Nesbit é de fácil feitura e rápida recuperação. 

 
Gostaria de informações sobre o tratamento de doença de Peyronie através de litotripsia.

A finalidade da LECO (Litotripsia Extra- corpórea) na Doença de Peyronie é tentar diminuir a dor local dos pacientes ao retificar o pênis na penetração, sem efeitos benéficos sobre a angulação. Baseia-se no fato de se provocar uma reação inflamatória através da LECO e assim, com o maior afluxo de sangue resultante, retirar um pouco do cálcio da fibrose e tornar a placa mais "maleável". Temos vários casos
tratados aqui com nosso equipamento Dornier com melhoras duradouras de até 01 ano, sem dor às relações, mas repito, não corrige o encurvamento, este apenas tratável por cirurgia.

Nosso protocolo compreende três aplicações com uma semana de intervalo, com algumas vantagens em relação aos procedimentos locais antigos, como infiltração da placa com corticóides sob anestesia local, ultra-som, massagens (!?) com cremes, etc.

A vantagem é ser um método não-invasivo (não há perfuração do seu corpo ou do pênis, não há anestesia), não há trauma na pele, não tem efeitos colaterais sistêmicos (como as infiltrações com corticóides ou a gastrite das medicações orais), aplicação é indolor e muito bem tolerada pelo homem, é realizada ambulatorialmente (sem internamento), podendo ser realizada várias vezes. Obviamente, o tipo de equipamento é importante e limitante.

Nem todas as máquinas de LECO se prestam a tal procedimento.

 

O pênis pode quebrar?

Leia matéria da revista "Mundo estranho"

 

Pênis torto é a mesma coisa que Peyronie? Pode-se corrigir este problema com um extensor peniano?

No Brasil só adotamos procedimentos aprovados pela SBU, geralmente em consenso com a sociedade de urologia americana (AUA). O que há muito por lá (e por aqui), são "tratamentos" sem respaldo científico (como o alongador) e com possíveis complicações mais tarde. Enquanto a penetração é possível, não se mexe no pênis curvo.
Na Doença de Peyronie não existem resultados rápidos e objetivos e nem excelentes, apenas melhoram o encurvamento e possibilitam a penetração ao custo de algum encurtamento penianao. Estão os tratamentos conhecidos, éticos e indicados no encurvamento, longes do ideal. Mas muito se estuda sobre o assunto.
Procure um urologista na sua cidade.