Assunto: Litotripsia

Litotripsia versus Endoscopia Flexível + LASER
 
Existem malefícios na litotripsia, mas em equipamentos "baratos", com pouca tecnologia, onde a pressão da onda de choque é dissipada nos tecidos ao redor do rim também. Não existem trabalhos que contra-indiquem formalmente a litotripsia, ainda o golden standart para a litíase urinária, principalmente, a renal. O uso de anticoagulantes ou outros fatores pré-existentes, como hipertensão arterial, requerem maior planejamento e cuidados, mas ainda nestes casos é exeqüível.
Para falar de complicação de litotripsia, temos que abordar as do laser, que pode perfurar seu ureter ou seu rim e ainda por contigüidade, uma alça intestinal e até mesmo o fígado. Aí a confusão é até maior que a da litotripsia.

Em máquinas modernas e caras, como Dornier e  Siemens (existem poucas no Brasil devido ao alto custo do investimento) é um procedimento extremamente seguro e de alta resolutividade, sem anestesia ou internação. Eventualmente, indico a colocação de um catéter duplo J em cálculos de 2 cm ou maiores, pelo risco de gerar fragmentos grandes e ocasionar, durante a eliminação, repetidas cólicas renais.

Em relação ao que optar, a litotripsia depende mais do equipamento, mas sua aplicação não tem mistérios, já existe uma rotina para o procedimento. Já o laser implica em maior morbidade ou seja, expõe o cliente a mais riscos, como internamento, anestesia geral, curva de aprendizado do urologista, localização dos cálculos e de equipamentos adequados.

Igualmente, os equipamentos de laser custam caro e uma onde de aluguel destes equipamentos proporcionou uma difusão de seu uso, mas trouxe o problema de que nem todos os profissionais que oferecem este serviço tem a curva de aprendizado (30 a 50 cirurgias) exigida para a sua prática segura e aí surge a morbidade e as complicações cirúrgicas, mais graves que as da litotripsia.  

 
Gostaria de informações sobre o tratamento de doença de Peyronie através de litotripsia.

A finalidade da LECO (Litotripsia Extra- corpórea) na Doença de Peyronie é tentar diminuir a dor local dos pacientes ao retificar o pênis na penetração, sem efeitos benéficos sobre a angulação. Baseia-se no fato de se provocar uma reação inflamatória através da LECO e assim, com o maior afluxo de sangue resultante, retirar um pouco do cálcio da fibrose e tornar a placa mais "maleável". Temos vários casos
tratados aqui com nosso equipamento Dornier com melhoras duradouras de até 01 ano, sem dor às relações, mas repito, não corrige o encurvamento, este apenas tratável por cirurgia.

Nosso protocolo compreende três aplicações com uma semana de intervalo, com algumas vantagens em relação aos procedimentos locais antigos, como infiltração da placa com corticóides sob anestesia local, ultra-som, massagens (!?) com cremes, etc.

A vantagem é ser um método não-invasivo (não há perfuração do seu corpo ou do pênis, não há anestesia), não há trauma na pele, não tem efeitos colaterais sistêmicos (como as infiltrações com corticóides ou a gastrite das medicações orais), aplicação é indolor e muito bem tolerada pelo homem, é realizada ambulatorialmente (sem internamento), podendo ser realizada várias vezes. Obviamente, o tipo de equipamento é importante e limitante.

Nem todas as máquinas de LECO se prestam a tal procedimento.