Assunto: Ejaculação Precoce (EP)

Camisinhas com lubrificante contendo benzocaína causam efeito de retardamento na ejaculação?

Os anestésicos estão descartados como tratamento da EP pela anestesia da glande, diminuição da sensibilidade e conseqüente perda da ereção, além da anestesia da vagina. O resultado é igual ao do lubrificante sem anestésico.
O tratamento oral é ainda o recomendado.

Li no jornal que um novo medicamento (Dapoxetina) para a EP foi lançado recentemente. Funciona mesmo?

Durante o período de estudos aqui no Hospital de Clínicas de Curitiba, os resultados da Dapoxetina foram pobres e equivalentes às demais drogas utilizadas neste tipo de tratamento. Por causa de efeitos colaterais graves, o estudo foi interrompido e ao contrário das declarações sensacionalistas da mídia em São Paulo e em Curitiba, a droga ainda não foi liberada para a venda. Seria uma droga para uso uma hora antes da relação sexual, com a promessa de retardar a ejaculação.  

 Uma camisinha de tamanho menor que o pênis pode acelerar a ejaculação? Existe algum remédio para retardar a ejaculação?

Quanto mais apertada, melhor, mais sensibilidade. Quanto mais folgada, mais machuca a pele do pênis, pelo atrito interno direto.

 
Existe algum gel (geléia) para prolongar (retardar) a Ejaculação Precoce (EP) ?

Existem alguns produtos para tentar prolongar o ato sexual, isto é, tentar retardar a ejaculação, sem resultados muito promissores, uma vez que a anestesia ocasionada pelo gel (geléia) pode resultar em perda da ereção pela falta de sensibilidade no pênis. Da mesma forma, o resíduo da medicação pode diminuir a sensibilidade da vagina, que é uma mucosa e se "anestesia" mais fácil que o pênis com agentes tópicos (para uso sobre a pele).

 

Quais são as causas mais comuns da EP ?

A mais comum no consultório é a ansiedade, quer por despreparo do indivíduo ("primeira vez"), quer por excesso de desejo (muita excitação) ou por "culpa" no caso de uma relação extraconjugal. O comum a todas estas situações é a perda de controle sobre a ejaculação, que geralmente ocorre após poucas penetrações, muitas vezes frustrando as expectativas do indivíduo e sua(seu) parceira(o). Em outras situações, existe algum problema anatômico, como um freio (cabresto) demasiado curto ou um anel fimótico (fimose) que levam a um atrito muito grande com  conseqüente excitação "excessiva", seguida de ejaculação. A grande maioria dos homens vai ao consultório com "medo" do que aconteceu, não acreditando que depois de tanto desejo, não durou o esperado, insuficiente para ele satisfazer sua(seu) parceira(o), sem falar do medo de repetir a "vergonha" e de ter perdido a "oportunidade".

 
 
A Ejaculação Precoce pode resultar em Impotência (Disfunção Erétil) ?

Sim, uma vez que a frustração pode levar o indivíduo a não se expor a uma situação de sexo, pelo medo de ejacular rapidamente, sem "dar" prazer a(o) parceira(o). A repetição da EP e a falta de orientação médica pode levar à Disfunção Erétil (DE), que é o nome substituto da Impotência. A EP é uma condição tratável desde que diagnosticada corretamente.

 

A masturbação pode levar à EP ?
 
Na masturbação, o indivíduo têm o prazer só para si mesmo. Toda a manipulação (atrito) do pênis objetiva somente ejacular para ter algum prazer. Assim, todo e qualquer estímulo no pênis pode trazer consigo a ejaculação, mesmo contra a "vontade" durante as penetrações.

 

 

Existe alguma forma de prolongar a ejaculação ?

Não. O prazer da ejaculação reside nas contrações rítmicas da musculatura dos genitais e do períneo, juntamente com a expulsão do sêmen (esperma). Assim, não existe até hoje, uma maneira de se prolongar o prazer, a não ser antes de ejacular. Pode-se prolongar a ereção e retardar a ejaculação, mas o prazer será apenas momentâneo.

 

 
Operei a próstata e não ejaculo mais, mas tenho ainda prazer. Isto é normal ?

Sim. A não emissão do esperma na ejaculação não deve alterar o prazer, visto que não é a "passagem" dele pelo canal que ocasiona o prazer. O homem que sofreu alguma cirurgia de próstata, bexiga ou uretra pode ficar sem a ejaculação, pela alteração da anatomia e dos mecanismos pelos quais ocorre a emissão do esperma.

 

A EP tem tratamento ?

Sim, desde que diagnosticada corretamente. O tratamento pode ser desde uma simples orientação ou tratamento medicamentoso, até uma cirurgia. 
Uma forma prática, não medicamentosa e que funciona é masturbar-se antes da relação na qual quer demorar mais nas penetrações. Além de demorar mais no coito, é uma forma de diminuir a ansiedade e assim, prolongar o ato.

 
Quem trata a EP ?

O Urologista ou o Andrologista são os mais indicados para diagnosticar e tratar a EP. 

 

Existe ejaculação retardada? Quais as causas desse problema e o tratamento mais recomendado?
 

O retardo ejaculatório (ejaculação retardada - ER) é muito mais raro e é o oposto da ejaculação precoce (EP), que é a ejaculação antes do momento desejado, embora este "tempo" estimado seja difícil de se estabelecer genericamente para o sexo masculino. Consiste numa dificuldade significativa para chegar à ejaculação, o que prejudica o prazer e muitas vezes leva o indivíduo a desistir do ato sexual, pelo cansaço.

Pode ocorrer por uso de substancias que agem no Sistema Nervoso Central (SNC) (antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos), drogas ilícitas (maconha e cocaína), doenças sistêmicas como diabetes (afetam a inervação e sensibilidade peniana), complicações de cirurgias penianas (neurotripsia na fimose) ou pélvicas (prostatectomia radical, dissecção reto, cirurgias na aorta abdominal)  ou outras situações que comprometam a estimulação e percepção do indivíduo,  que mais "relaxado" ou "anestesiado", pode estender as penetrações antes de ejacular. Certos pacientes em uso destas medicações, podem nem conseguir ejacular (anejaculação). O tratamento varia de acordo com a remoção da causa, assim,  usuários de medicações para o SNC devem ter a dose recalculada pelo médico, drogadidos, orientados quanto aos malefícios das drogas e nos tratamentos cirúrgicos, prévia explanação das complicações da neurotripsia peniana (secção dos nervos do pênis), um tratamento cirúrgico condenado da EP.

Os casos mais complexos entretanto, não encontramos nos usuários de medicações ou drogas, e sim nos conflitos sexuais psicogênicos, como homossexualismo, dificuldades de intimidade, inadequação sexual, traumas e bloqueios psicológicos (culpa da traição, por exemplo), que são melhor avaliados por um psicólogo especializado em terapia sexual ou terapia de casais e acompanhado pelo urologista.